top of page

     Quando a gente é criança, nos desenvolvemos de acordo com nossa vontade: pintamos, desenhamos, dançamos, fazemos mágica, construímos com blocos, tocamos, batucamos,

o que quer que nos instigue e nos faça feliz sendo/fazendo aquilo. Nossas referências até então são mínimas, e expressamos exatamente quem somos, sem necessidade de (auto)aprovações.

     Ao crescermos, nos damos envolvidos por várias responsabilidades e afazeres, novos interesses, objetivos, e deixamos de lado nossas produções, nossas expressões artísticas (fundamental na nossa vida, e pouco incentivado pela sociedade). Claro, os melhores desenhistas são aqueles que nunca pararam de desenhar, e como você não desenha desde os 10, e já tá pra lá dos 20... talvez tenha perdido a chance de ser um bom desenhista, ou dançarina, ou escritor...

    Uma das lições que considero ser fundamental na Educação é a de que nosso processo

de aprendizagem e desenvolvimento é inexorável, contínuo, e vitalício! Nossa evolução,

em todas as áreas, deve estar em constante trabalho e progresso - ou há involução, e consequentemente mais trabalho pra voltar ao ponto anterior. Na natureza nada estagna:

O que não evolui, retrocede. E então nos deparamos, frustrados, com nossa pouca

habilidade em patinar, ou tocar, ou pintar, por exemplo. Algo que um dia fomos felizes fazendo, ou que sempre quisemos fazer.

     No caminho do auto-conhecimento você descobre que tudo aquilo que te afeta, positiva ou negativamente, está contido em você. Como nos chateamos ao ver uma injustiça, exatamente por buscarmos ser justos. Ou  como nos identificamos com pessoas de características parecidas às nossas. É por esse mesmo motivo que nos chateamos com

a tentativa de fazer algo que gostamos de fazer, mas com uma qualidade inferior à que esperávamos alcançar. A qualidade esperada está contida em você! Acredite, você só fica chateado porque inconscientemente sabe o quão bom pode ser.

Esse texto é pra, além de colocar em prática minha habilidade de escrita em prática, incentivar a prática das habilidades em vocês, sendo péssimos ou geniais no que gostariam de fazer. Querer é a chave!

Se você gosta de cantar, cante arrazando, mesmo que desafinado! Se você gosta de desenhar, desenhe muito, mesmo que boneco palito! Se gosta de tocar (como eu, e que não tocava há uns 8 anos), toque, mesmo que com cifra e catando nota. Eu só assobiava pra dentro, mas insisti tanto em desafinar tentando, que hoje alcanço várias boas notas (pra fora!!). Na persistência do aprendizado e desenvolvimento, nos levamos além do nosso objetivo inicial, e nos tornamos, um dia, mestres naquilo em que quase deixamos de lado, só por não sermos geniais desde o início.

Nessa história de persistir, nós evoluímos de organismos unicelulares à humanos que somos - quanto mais aprimorar uma habilidade adormecida (ou hibernada) em nós.  É acordar pra isso, e trabalhar todos os dias. Saber do objetivo, e estar gratificado com cada passo que te leva até lá. :)

 

A importância de continuar tentando 

"No. Try not. Do... or do not. There is no try." Mestre Yoda

 

04 de outubro de 2014, por Clara Ribeiro

Quem olha pra fora sonha. Quem olha pra dentro desperta.

(Carl Gustave Young)

O Clareando ideias é escrito

por Clara Ribeiro, estudante

da Vida o Universo e tudo mais. Para saber mais sobre seu trabalho, fazer perguntas, sugestões, ou mandar um alô, clique aqui.

bottom of page