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Fogão Atlas Coliseum Glass

Você e sua panela duelando nesse Coliseu!

20 de agosto de 2014, por Clara Ribeiro

 

     O que a gente não contava era com a aventura de alto risco que iríamos viver diáriamente. Coliseu foi um grande palco de entrernenimento da época do império romano, e Coliseum foi um nome mais chique que o pessoal da Atlas inventou pra dar nessa prenda.

 

    A grade do fogão, que fica em cima das bocas, é o suporte que segura as panelas acima da chama, certo? Certo pessoal da Atlas? Porque nossa grade funciona como um mini-escorregador de metal (eu brincaria nele, se tivesse o tamanho de uma frigideira).

 

 

Cozinhar nesse fogão é tão divertido como jogar jenga com uma panela de óleo fervendo no topo. Você escolhe bem o lugar onde vai apoiar sua panela, e torce pra ela não despimbolar fogão abaixo. E mais! Quanto mais pesada sua panela for, mais risco você corre! (Quase chegamos aos ponto de martelar um vão na grade, pra ver se a panela parava no lugar.)

 

E isso porque compramos o mais barato. Não tava usado, não foi em

 

promoção de avarias, e nós somos bons cozinheiros (modéstia a parte). A única coisa que a gente queria era um simples fogão funcionando, não uma revolta flamejante por você não ter acertado a relação angulo x peso da panela.

 

O fogão, assim como fósforos, tomadas, isqueiros e estintores, estão classificados como compulsórios, que são produtos de eficiência e segurança padronizada por sua potencial periculosidade, e de básica necessidade. E definitivamente, um produto, pra ser colocado no mercado precisa funcionar: sendo ele de graça, ou o olho da cara.

Mais que um boicote, um aviso: evitem o fogão Atlas Coliseum Glass.

(Fogões e fornos a gás de uso doméstico são o item de número 70 na lista de produtos compulsórios do Inmetro, consulte - http://www.inmetro.gov.br/qualidade/prodcompulsorios.asp)
 

 

 

No mundo atualmente capitalista, é de noção geral que coisas bartas sejam piores que coisas caras, que por sua vez são melhor qualidade que as de menor preço. Mas o que tem acontecido é traquinagem das grandes: o que funciona é o mais caro, tem vida útil só de 2 anos, e o mais barato já vem errado, pra você comprar o mais caro de uma vez por todas.

Nós precisávamos de um fogão, e podiamos pagar pelo mais barato. Um fogão simples, 4 bocas, forno. As marcas estavam todas com o preço parecido, e resolvemos escolher a Atlas. Fugir das gigantes, conhecer marcas novas... ( ¬¬ farinha do mesmo pote. Atenção, concorrência é uma ilusão.)

O fogão mais simples custa por volta de 200 reais, e com acendimento automático 300. 100 reais por um condutor de eletricidade? Ficamos com o fogão mais simples mesmo. Acende no isqueiro, numa boa.

 

 

 

Quem olha pra fora sonha. Quem olha pra dentro desperta.

(Carl Gustave Young)

O Clareando ideias é escrito

por Clara Ribeiro, estudante

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