Linkin Park 2.0
- Clara Ribeiro
- 16 de nov. de 2024
- 3 min de leitura

(Minha 30ª tentativa de escrever sobre a nova fase de Linkin Park)
Muita coisa a dizer com a nova fase do Linkin Park.
A primeira vez que ouvi a Emily cantar com o Linkin Park foi como se um raio tivesse me atingido: foi magnético, eletrizante, reconfortante. Meu marido passava o feed no instagram e começou a passar "Emptness Machine", recém lançado. Nos primeiros 10 segundos, eu já sabia: “Sim! É claro! Está no lugar certo!” A voz de Emily soava como uma avatarização da voz de Chester. Como algo que morre e renasce com a mesma essência. Não Emily, não Chester, mas o vocal do Linkin Park.
Linkin Park é uma banda que foi um portal pra mim. Assistir o clipe "Crawling" passando na MTV foi o marco da minha passagem da infância pra adolescência. Acho que ali a minha alma acordou, meu fogo interno acendeu (e eu nem sabia que tinha um). Aquele sentimento visceral da adolescência. Ouvi de forma muito intensa e íntima os álbuns "Hybrid Theory" e o "Meteora", e depois meu gosto musical tomou outro rumo - mais pesado, depois mais progressivo, jazz, blues, aí comecei a estudar o conhecimento esotérico, tive uma revolução nos gostos musicais (e fiquei meio travada na busca da positividade, sem saber o que ouvir, sem me conectar com muita coisa...), aí virei mãe e a viagem seletiva de músicas aumentou, e não ajudou nas boas crises de identidade que tive como toda mãe-que-mergulha-fundo-demais-na-maternidade acaba tendo.
A chama agne contida na voz de Emily fez reviver o Linkin Park. Ouvir o LP renovado me fez acordar uma parte muito genuína, uma nascente muito pura da essência pessoal que brota na adolescencia, e que eu pude revisitar com as músicas cantadas agora, de fogo renovado. Agora os versos que carregam as mesmas palavras de antes, significam coisas diferentes. Primeiro porque crescemos, desde que ouvimos "Crawling", "In The End" ou "Paper Cut" pela primeira vez, então agora como adultos, conseguimos processar através de outra perspectiva as letras antigas. Segundo porque agora Emily canta. Uma mulher. (E eu que era zoada pq cantava LP com voz de menina) Ouvir uma mulher berrando, avatarizando o sentimento que Chester também entregava nos sons antigos, me fez sentir propriedade em minha voz cantando LP. Sim, eu posso cantar com minha voz de mulher!!! (Claro, várias vocalistas maravilhosas, mas tamo falando de uma banda que já vinha sido cantada por um cara foda) E um fator notório de que, mesmo não possuindo gênero descrito nas letras de LP, temos que admitir que uma mulher cantando "Shut up when I'm talking to you!!!" é sensívelmente diferente de um homem gritando essas mesmas palavras. É como se ganhando um vocal feminino, LP ganhasse uma nova gama de significância pras músicas antigas. As músicas novas são deliciosas, e conectam com um rock mais pesado, puxado pro metal (o que me agrada muitíssimo!); Emily, (que tem um q de Curt Cobain) agrega uma energia punk rock, que faz brilhar a chama da vida! E aí, cara, ouvindo emptness machine pela primeira vez, me fez acender a minha chama interna. Porque eu lembrei de quem eu era, com 12 anos, escutando LP pela primeira vez, a ignição da minha chama.
E nesse novo encontro com LP, me vejo igualmente num portal, agora com minha própria essencia. To apaixonada! Por mim mesma! Por Linkin Park e toda a egrégora antiga, pelo renascimento trazido pela vênus Emily, e por essa nova fase linda que se inicia em nossas vidas. Entendem o que eu digo? Não é o LP em sí, é o que se conecta a eles, os caminhos que se abrem, como uma sinapse neural, que se enriquece com o pulsar de cada um de nós, energizados de nós mesmos, vivos com a chama do amor que nos vivifica.
Muito amor! Muito boa a nova fase da banda e tudo o que ela proporciona! E outros textos virão, porque o multitalento de Mike Shinoda precisa ser discutido!
Gratidão à todos da banda e produção, a entrega tem sido de outro mundo!
Gratidão à todo mundo conectado nessa Genki dama! Nunca vi isso antes...


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