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A importância de continuar tentando

Atualizado: 29 de jun. de 2020


"Dont try. Do, or do not." (Mestre Yoda)


Quando a gente é criança, nos desenvolvemos de acordo com nossa vontade: pintamos, desenhamos, dançamos, fazemos mágica, construímos com blocos, o que quer que nos instigue e nos faça feliz. Nossas referências até então são mínimas, e expressamos exatamente quem somos, sem necessidade de (auto)aprovações.


Ao crescermos, nos damos envolvidos por várias responsabilidades e afazeres, novos interesses, e deixamos de lado nossas produções, nossas expressões artísticas (fundamental na nossa vida). Claro, os melhores desenhistas são aqueles que nunca pararam de desenhar, e como você não desenha desde os 10, e já tá pra lá dos 20... talvez tenha perdido a chance de ser um bom desenhista, ou dançarina, ou escritor...


Uma das lições que considero ser fundamental na Educação é a de que nosso processo de aprendizagem e desenvolvimento é contínuo, e vitalício! Nossa evolução, em todas as áreas, deve estar em constante trabalho e progresso - ou há involução, e consequentemente mais trabalho pra voltar ao ponto anterior.

Na natureza nada estagna: O que não evolui, retrocede. E então nos deparamos, frustrados, com nossa pouca habilidade em patinar, ou tocar, ou pintar, por exemplo. Algo que um dia fomos felizes fazendo, ou que sempre quisemos fazer.


No caminho do auto-conhecimento você descobre que tudo aquilo que te afeta, positiva ou negativamente, está contido em você. Como nos chateamos ao ver uma injustiça, exatamente por buscarmos ser justos. Ou como nos identificamos com pessoas de características parecidas às nossas. É por esse mesmo motivo que nos chateamos com a tentativa de fazer algo que gostamos de fazer, mas com uma qualidade inferior à que esperávamos. A qualidade esperada está contida em você! Acredite, você só fica chateado porque inconsientemente sabe o quão bom pode ser.


Esse texto é pra, além de colocar em prática minha habilidade de escrita, incentivar a prática das habilidades em vocês, sendo péssimos ou geniais no que gostariam de fazer. Querer é a chave!


Se você gosta de cantar, cante 'arrasando', mesmo que desafinado! Se você gosta de desenhar, desenhe muito, mesmo que boneco palito! Se gosta de tocar (como eu, e que não tocava há uns 8 anos), toque, mesmo que com cifra e catando nota. Eu só assobiava pra dentro, mas insisti tanto em desafinar tentando, que hoje alcanço várias boas notas (pra fora!!). Na persistencia do aprendizado e desenvolvimento, nos levamos além do nosso objetivo inicial, e nos tornamos, um dia, mestres naquilo em que quase deixamos de lado, só por não sermos geniais desde o início.


Nessa história de persistir, nós evoluimos de organismos unicelulares à humanos que somos - quanto mais aprimorar uma habilidade adormecida (ou hibernada) em nós. É acordar pra isso, e trabalhar todos os dias. Saber do objetivo, e estar gratificado com cada passo que te leva até lá.

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