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Ode (de amor) à Serra Grande

Que Serra deveras Grande,

não por sua extensão territorial,

sua perfeita qualidade de ar,

ou estações bem definidas

de clima sempre agradável.


Um pouco por suas crianças

a brincar livres, realmente livres

em suas praças e ruas, suas

reais salas de aula da vida.


Não é pelo chopp artesanal,

pela pizza autoral de massa de cacau,

do acarajé maravilha

da baiana porreta transgênero.

Falaria do sushi divino do casal japonês,

da cocada de cupuaçu, mas não é isso.


Quase poderia ser sobre o Sol

se pondo na igreja da praça,

ou sobre o cheiro adocicado

de suas breves ruas

(ora jaca, ora murta)


Poderia estar glorificando Serra

por sua diversidade cultural,

imersa em outra dimensão astral,

famílias que chegam aos cachos,

ingredientes nutritivos dessa sopa

que coletivamente somos;


Ou por suas atividades aquarianas

de curam em camadas tantas,

quanto facetas nós temos.

Caras que se olham nas ruas

e sempre, sempre se cumprimentam.


Flores de todas as cores,

por todo o caminho,

tantos, quantos passarinhos

a cantar em liberdade

voando em prânico ar...


Mas é sobre mim.

A glória que reluz aqui

na profunda

e sublime parte de mim.

De como eu me sinto

simplesmente sendo

aqui.


E ver o brilho no irmão,

que reluz em ser quem é,

cada tom tão único,

tanta cor tão bela,

nessa sagrada aquarela

que Serra Grande cria

em nossos corações-tela.


É por isso que eu amo Serra.

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