Ode (de amor) à Serra Grande
- Clara Ribeiro
- 27 de jun. de 2020
- 1 min de leitura
Que Serra deveras Grande,
não por sua extensão territorial,
sua perfeita qualidade de ar,
ou estações bem definidas
de clima sempre agradável.
Um pouco por suas crianças
a brincar livres, realmente livres
em suas praças e ruas, suas
reais salas de aula da vida.
Não é pelo chopp artesanal,
pela pizza autoral de massa de cacau,
do acarajé maravilha
da baiana porreta transgênero.
Falaria do sushi divino do casal japonês,
da cocada de cupuaçu, mas não é isso.
Quase poderia ser sobre o Sol
se pondo na igreja da praça,
ou sobre o cheiro adocicado
de suas breves ruas
(ora jaca, ora murta)
Poderia estar glorificando Serra
por sua diversidade cultural,
imersa em outra dimensão astral,
famílias que chegam aos cachos,
ingredientes nutritivos dessa sopa
que coletivamente somos;
Ou por suas atividades aquarianas
de curam em camadas tantas,
quanto facetas nós temos.
Caras que se olham nas ruas
e sempre, sempre se cumprimentam.
Flores de todas as cores,
por todo o caminho,
tantos, quantos passarinhos
a cantar em liberdade
voando em prânico ar...
Mas é sobre mim.
A glória que reluz aqui
na profunda
e sublime parte de mim.
De como eu me sinto
simplesmente sendo
aqui.
E ver o brilho no irmão,
que reluz em ser quem é,
cada tom tão único,
tanta cor tão bela,
nessa sagrada aquarela
que Serra Grande cria
em nossos corações-tela.
É por isso que eu amo Serra.


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