Ode à Alvorada
- Clara Ribeiro
- 27 de jun. de 2020
- 1 min de leitura
Atualizado: 29 de jun. de 2020
Sinto no meu eu mais profundo
Como que a minha parte primitiva
se imerge em densa alegria
na presença do raiar de um dia
Como que num passe de mágica,
em escala cósmica divinal,
O negro órbe de silêncio mortal
Se transmuta em luz plena
prana, céu, Sol.
Assistir a alvorada do dia
é presenciar a glória da vida
Chegar no coração a esperança
varrendo do peito a agonia
ancestral da incerteza sombria
Luz define, a luz divina me guia
e ver no céu o que é árvore, telhado, passarinho
me envolve em imensa alegria
A certeza de ser, estar, aqui e agora,
hoje, em plena gratidão
nessa iluminada hora.


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